Cada criança cresce ao seu ritmo: algumas aprendem a vestir-se sozinhas num instante, outras precisam de mais tempo para gatinhar, para falar, para segurar num lápis ou socializar com os colegas de escola. E está tudo bem, particularmente se pais e educadores apostarem na terapia ocupacional infantil para ajudar os pequenitos com dificuldades no desenvolvimento de competências essenciais, a melhorarem as suas capacidades motoras, cognitivas, sensoriais, emocionais e/ou sociais.

 

O que é terapia ocupacional infantil?

Terapia ocupacional infantil é uma área da saúde dedicada a ajudar as crianças a desenvolver competências essenciais para o seu dia a dia. O objetivo é promover a autonomia, participação e bem-estar, através de brincadeiras que ajudam a trabalhar as capacidades motoras, cognitivas, sensoriais, emocionais e sociais.

Mais do que ultrapassar dificuldades, a terapia ocupacional infantil visa potenciar capacidades, reforçar a confiança e permitir que a criança participe ativamente nas suas rotinas em casa, na escola ou em qualquer outro lugar.

 

Qual é a importância da terapia ocupacional infantil?

A terapia ocupacional é eficaz em qualquer idade, mais ainda mais importante durante a infância quando o cérebro está em desenvolvimento, possibilitando a construção de bases fundamentais para a aprendizagem, autonomia e relação com os outros. Assim, atuando de forma precoce e personalizada, a terapia ocupacional infantil ajuda a tornar os desafios presentes mais leves e a prevenir dificuldades futuras.

 

Para que crianças é indicada?

A terapia ocupacional infantil é indicada para crianças que enfrentam desafios no desenvolvimento motor, cognitivo, emocional ou social, nomeadamente:


Atrasos no desenvolvimento global, como demorar mais tempo para sentar, gatinhar, andar, falar ou para adquirir outras competências esperadas para a sua idade.


Disfunções sensoriais, como sensibilidade a sons, luzes ou texturas, que levam as crianças a evitar certas roupas ou alimentos ou a procurar constantemente movimento (correr, saltar, rodar).


Problemas na coordenação motora fina ou grossa, como dificuldade para segurar num lápis, recortar com tesoura, abotoar a roupa, correr, saltar, subir escadas ou manter o equilíbrio.


Problemas de atenção, planeamento ou organização, como dificuldade em manter a atenção numa tarefa, seguir instruções com vários passos ou organizar o material escolar.


Dificuldades na autonomia que levam a uma necessidade de ajuda contante em tarefas do dia a dia, como vestir, comer, usar a casa de banho ou arrumar os brinquedos.


Perturbações do neurodesenvolvimento, como o espetro do autismo que traz desafios de comunicação, interação social, flexibilidade comportamental ou processamento sensorial.


Dificuldades na adaptação ao contexto escolar, nomeadamente em participar de atividades e acompanhar o ritmo da sala de aula, e encetar e manter uma relação com os colegas.


Quais são as principais áreas de atuação da terapia ocupacional infantil?

Entre as principais áreas de atuação da terapia ocupacional infantil, destacam-se:

  • Motricidade fina ( escrever, recorte, abotoar, usar talheres).
  • Motricidade grossa (equilíbrio, coordenação, postura, movimento).
  • Processamento sensorial (resposta a sons, texturas, movimentos, luz, cores).
  • Autonomia nas atividades diárias (vestir, comer, fazer a higiene pessoal).
  • Brincadeiras (imaginação, regras, interação com pares).
  • Competências sociais e emocionais (autorregulação, confiança, relação com os outros).

 

Como funcionam as sessões de terapia ocupacional infantil?

Sempre adaptadas às necessidades e ao ritmo de cada criança, as sessões de terapia ocupacional infantil decorrem num ambiente seguro, acolhedor e estimulante, onde a brincadeira é a principal ferramenta terapêutica.

Desta feita, o terapeuta ocupacional usa jogos, circuitos, desafios criativos e atividades do dia a dia (cuidadosamente escolhidas) para avaliar a criança e depois, implementar e ajustar o plano terapêutico, envolvendo a família sempre que possível - porque quando todos caminham na mesma direção, os progressos da terapia ocupacional infantil tornam-se mais consistentes!

 

Quais são os principais benefícios da terapia ocupacional infantil?

A terapia ocupacional infantil pode trazer inúmeros benefícios, como:

  • Melhoria do controlo e coordenação motora.
  • Aumento da autonomia nas rotinas diárias.
  • Aumento da atenção e da capacidade de organização.
  • Melhor adaptação ao contexto escolar.
  • Desenvolvimento da autorregulação emocional.
  • Reforço da autoestima e da confiança.
  • Maior participação social.

Sinais de alerta: quando procurar um terapeuta ocupacional?

Será que o seu filho precisa de fazer terapia ocupacional infantil? Nem sempre é fácil perceber se algo não está bem, mas existem alguns sinais que indicam a necessidade de uma avaliação, tais como:

  • Dificuldade persistente em realizar tarefas adequadas à idade.
  • Dificuldades de concentração ou organização.
  • Dificuldades na interação com outras crianças.
  • Frustração frequente em atividades simples.
  • Pouca autonomia, comparativamente a crianças da mesma idade.
  • Evitar certas texturas, sons ou movimentos.

 

FAQs sobre terapia ocupacional infantil

Ainda tem dúvidas sobre terapia ocupacional infantil? Leia as respostas às perguntas mais frequentes dos leitores do blog Bolas de Sabão! 


Como perceber se o meu filho tem dificuldades que podem ser trabalhadas com terapia ocupacional pediátrica?

Se notar desafios ou dificuldades persistentes nas rotinas diárias, nas brincadeiras ou na escola, convém fazer uma avaliação.


O que acontece durante uma avaliação de terapia ocupacional infantil?

O terapeuta observa a criança, avalia competências e fala com a família para definir objetivos personalizados.


A terapia ocupacional infantil é adequada para crianças de todas as idades?

Sim, desde bebés a adolescentes, mas sempre com intervenção ajustada à fase de desenvolvimento.


Quanto tempo dura uma sessão e com que frequência se deve fazer terapia ocupacional infantil?

Normalmente, uma sessão demora 45 a 60 minutos e é feita uma ou duas vezes por semana, dependendo das necessidades. No entanto, deve haver personalização ou adequação à criança, e deve também ser feita de acordo com a área de dificuldade.


A terapia ocupacional infantil ajuda nas rotinas diárias (vestir, comer, fazer a higiene pessoal)?

Sim, essas são áreas centrais da intervenção.


A terapia ocupacional pediátrica pode ajudar com dificuldades sensoriais?

Pode ajudar a criança a organizar e responder melhor aos estímulos do ambiente, sim.


A terapia ocupacional pode ajudar a melhorar o desempenho escolar?

Ao trabalhar a atenção, organização, escrita e autorregulação, a terapia ocupacional infantil ajuda a melhorar o desempenho escolar.


Quanto tempo até ver progressos com a terapia ocupacional pediátrica?

Varia de criança para criança, mas os progressos surgem de forma gradual e consistente.


Como posso apoiar o trabalho do terapeuta ocupacional em casa?

Seguindo orientações, criando rotinas previsíveis e valorizando cada pequena conquista.


Se gostou deste conteúdo sobre terapia ocupacional infantil, não deixe de descobrir outros temas sobre o desenvolvimento da criança no blog Bolas de Sabão!

autor: Bolas de Sabão

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