O papel de mãe é intenso: bonito, mas desafiante e, muitas vezes, exaustivo. Entre a casa, o trabalho e o jardim de infância, há dias em que o cansaço deixa de ser apenas físico e passa a instalar-se no coração. Portanto, se sente que está sempre a dar, mas nunca a recuperar, leia este conteúdo sobre burnout materno - sem culpas nem julgamentos!

 

O que é o burnout materno?

O burnout materno - também chamado de mommy burnout - é um estado de exaustão física, emocional e mental associado à vivência da maternidade, especialmente quando as exigências são constantes e os recursos para lidar com elas são escassos. 

 

O que pode levar ao mommy burnout ou burnout materrno?

Não há uma única causa! O burnout materno resulta, na maioria das vezes, de uma combinação de fatores, entre eles:


Sobrecarga de responsabilidades, com a gestão da casa, do trabalho, dos filhos, das emoções… tudo ao mesmo tempo, todos os dias.


Falta de uma rede de apoio familiar, social ou institucional, levando a que a mãe tenha de dar conta do recado sozinha.


Pressão social e expetativas irreais, quando a mãe tenta a todo o custo, ser perfeita, estar sempre disponível, paciente e feliz.


Dificuldade em pedir ajuda por medo de julgamento, vergonha ou crença de que pedir ajuda é sinal de incapacidade.


Acumulação de stress sem pausas reais… porque quando não há tempo para recuperar, o corpo e a mente acabam por cobrar!


Qual é o impacto do burnout materno na mãe e na família?

Qual é o impacto do burnout materno na mãe e na família?

O burnout materno afeta profundamente a saúde emocional da mãe, podendo levar a ansiedade, tristeza profunda, baixa autoestima e isolamento. Além disso, pode estender-se à família, já que a mãe em burnout tem menos (ou nenhuma) paciência e muita dificuldade em comunicar, o que gera tensões e afeta o ambiente emocional.

Deste modo, cuidar da mãe é cuidar da família inteira — porque o bem-estar emocional é contagioso, tanto para o bem como para o mal. 

 

Quais são os principais sinais de alerta do burnout materno?

O burnout materno nem sempre aparece de forma óbvia. Muitas vezes instala-se devagarinho, pelo que convém estar atenta aos sinais de alerta:

  • Exaustão constante, mesmo depois de descansar.
  • Irritabilidade, impaciência ou explosão emocional frequente.
  • Sensação de culpa por não “fazer o suficiente”.
  • Distanciamento emocional dos filhos ou da família.
  • Perda de prazer em atividades que antes eram significativas.
  • Dificuldade em dormir ou descansar verdadeiramente.
  • Sensação de falha enquanto mãe, apesar do esforço diário.

 

Como cuidar da saúde emocional e prevenir o burnout materno?

Oh, não! Será que vai ter de acrescentar mais tarefas à sua lista, para prevenir o burnout materno? Nem pensar! Vai é retirar peso à sua rotina diária, com estas dicas práticas e simples:


Reconheça os seus limites e aceite as suas imperfeições: há dias em que o jantar não é saudável e a casa não está arrumada. E está tudo bem, porque isso não define o seu valor como mãe. Portanto, aprenda a dizer “hoje não” – esse é um dos maiores segredos para combater o burnout materno.


Redefina expetativas (as suas e as das outras pessoas): a realidade da maternidade está longe da imagem perfeita das redes sociais. Nem todas as atividades são educativas, nem todos os dias são produtivos, nem todos os momentos são mágicos. Por isso, troque o seu ideal de perfeição pela presença autêntica… e veja como é mais fácil aliviar a pressão e prevenir o burnout materno!


Peça e aceite ajuda: delegar não é falhar, é sobreviver com mais saúde física e mental. Logo, para afastar a possibilidade de ter um burnout materno, comece hoje mesmo a pedir ajuda ao parceiro, à família, a amigos ou a profissionais - não é um sinal de fraqueza, é um sinal de consciência. 


Crie pequenos momentos de autocuidado: não precisa de ir para um spa, mas pelo menos usufrua de 10 minutos de silêncio a beber um café, de uma caminhada curta, de uma música ouvida com calma. Pequenas pausas regulares são muito eficazes para evitar o mommy burnout.


Cuide do seu descanso e das suas emoções: dormir não é um luxo, é uma necessidade. Assim como chorar para descarregar a tensão, falar sobre o que sente, escrever umas notas para organizar pensamentos ou respirar fundo antes de reagir ao stress. Lembre-se que emoções não resolvidas acumulam-se e podem levar ao burnout materno.


Normalize o apoio profissional: cuidar da saúde mental é um ato de amor próprio e, nesse sentido, procurar um psicólogo ou outro profissional de saúde mental não significa que “chegou ao limite” - significa que quer evitar um burnout materno e está disposta a conhecer ferramentas para cuidar da sua saúde emocional.


Quando procurar ajuda profissional?

O cansaço não passa, mesmo quando descansa? Tem-se sentido mais triste, irritada ou culpada? As tarefas do dia a dia parecem cada vez mais difíceis de gerir? E há momentos em que pensa que não consegue lidar com a maternidade sozinha? Hum… Nesse caso deve procurar ajuda profissional: psicólogos e outros profissionais de saúde podem ajudá-la a compreender o que está a acontecer, a organizar as emoções e a desenvolver estratégias reais e sustentáveis para recuperar o equilíbrio emocional e dizer adeus ao burnout materno. 

 

FAQs sobre burnout materno

Ainda tem algumas dúvidas a respeito do burnout materno? Leia as respostas às perguntas mais comuns dos leitores do blog Bolas de Sabão!


Burnout materno é o mesmo que depressão pós-parto?

Não. São condições diferentes - o burnout está ligado à exaustão prolongada, embora possa exibir alguns sintomas da depressão pós-parto.


Como posso diferenciar o stress “normal” do burnout materno?

O burnout é persistente, profundo e não melhora com descanso pontual.


O burnout materno é comum?

Sim. É mais comum do que imagina. Em Portugal estima-se que 3 a 4% das pessoas com filhos são afetadas por burnout parental.


É normal sentir-me exausta mesmo gostando de ser mãe?

Claro, amor e cansaço podem coexistir.


O burnout materno pode significar falta de amor?

Não! Significa apenas que está a ter um esgotamento devido à sobrecarga. É o resultado de tentar corresponder a tudo… durante tempo demais. 


O burnout materno pode acontecer em qualquer fase da maternidade?

Pode. Desde os primeiros meses até à adolescência dos filhos.


Como falar sobre burnout com a família sem me sentir culpada?

Com honestidade e foco no que está a precisar e não no que está a “falhar”.


Pedir ajuda significa que estou a falhar como mãe?

Não. Significa que está a cuidar da sua saúde emocional.


A terapia pode ajudar no burnout materno?

Sim, pode ajudar a compreender emoções, redefinir limites e recuperar o equilíbrio.


Todas as mulheres reagem do mesmo modo ao burnout materno?

Não. A reação depende da própria resiliência da mãe, do contexto e do seu modo de reagir, por exemplo.


Agora que conhece as melhores formas para evitar um burnout materno, dedique-se à leitura de outros conteúdos sobre família e parentalidade no blog Bolas de Sabão!

autor: Bolas de Sabão

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