A definição “complexo de édipo” foi criada por Sigmund Freud, que se baseou numa história da mitologia grega, em que Édipo, filho de Laio e Jocasta, ficou famoso após matar o seu pai e casar-se com a sua mãe Jocasta. A história motivou Freud a apelidar de édipo, o complexo que caracteriza as crianças do sexo masculino que desenvolvem afeto sexual pela mãe.1 

Sigmund Freud nasceu em 1856 na Áustria. Estudou na Universidade de Viena, no curso de medicina, tendo mais tarde dado consultas enquanto médico neurologista. Foi considerado o pai da psicanálise, tendo várias obras de relevo na área - “A Interpretação dos Sonhos (1900)”; “Três Ensaios Sobre a Teoria da Sexualidade (1905)”, entre outros. Devido ao contributo destes temas, que ainda hoje são estudados, Freud continua atualmente a influenciar a psicologia social.

 

O que é o complexo de édipo?

Em psicologia, área de investigação do comportamento e funções mentais, o complexo de édipo representa o desejo sexual de uma criança pelo progenitor do sexo oposto. 

Habitualmente é mais comum serem observados casos entre crianças do sexo masculino e as mães, no entanto, caso ocorra entre crianças do sexo feminino e a mãe, ou do sexo masculino e o pai, denomina-se de édipo invertido.3 

Embora Freud considerasse o complexo de édipo universal, extensível a todas as crianças e todas as culturas, a maioria dos seus colegas antropólogos questionava essa premissa por não ser observável em muitas culturas.1

Em consequência do complexo não ser possível de se verificar em todas as culturas, o pensamento psicanalítico contemporâneo descredibilizou a teoria, descentralizando-a e modificando-a. Atualmente a teoria clássica foi substituída pelo chamado conflito edipiano, principio que dá importância à relação inicial, primária, entre a criança e a mãe.1

 

Sintomas do Complexo de Édipo

Segundo a teoria psicanalítica de Freud, as crianças do sexo masculino, na fase de desenvolvimento chamada fálica, dos 3 aos 6 anos de idade, criam sentimentos eróticos em relação à mãe, tendo por consequência, sentimentos de rivalidade para com o pai.1

Uma criança na fase fálica do desenvolvimento psicossexual, nutre pela mãe sentimentos de possessão, de pertença, no entanto, pela figura paternal os sentimentos são opostos. Ciúmes, intolerância, raiva, são as emoções observadas nas crianças.1

Complexo de Édipo

Tratamento para o Complexo de Édipo

Tal como ocorre com o complexo de electra, versão em que a menina cria desejo sexual pelo pai e afasta emocionalmente a mãe, também o complexo de édipo é relativo a uma etapa do crescimento, a fase fálica entre os 3 e os 6 anos de idade. Para Freud, esta relação incestuosa termina quando a criança desenvolve o seu superego, não sendo necessário tratamento.4 

O superego é a parte consciente, que deriva do ego, e que se desenvolve de acordo com os valores morais da sociedade e do pai. A criança começa a tomar atenção as relações que são socialmente aceites e inicia o seu afastamento sexual da mãe. Por consequência o pai retoma o seu papel de importância e os sentimentos de ciúmes, raiva, insatisfação pelo pai são suprimidos.4

 

Complexo de Édipo na adolescência

Para Freud o despertar da sexualidade é pautado por duas fases. A primeira desenvolve-se em torno do complexo de édipo, em que a criança ganha consciência da diferença entre meninos e meninas e vira a sua atenção para o progenitor do sexo oposto, e a segunda fase, que ocorre depois do período de latência e é quando o adolescente desperta para um novo pulsar sexual.5

 


 

Referências

1. Oedipus complex (sem data a) American Psychological Association. Disponível em: https://dictionary.apa.org/oedipus-complex (Acedido: 6 de Julho de 2020).
2. Frazão, D. (2020) Biografia de Sigmund Freud, eBiografia. Disponível em: https://www.ebiografia.com/sigmund_freud/ (Acedido: 7 de Julho de 2020).
3. Oedipus complex (sem data b) Cambridge Advanced Learner’s Dictionary & Thesaurus. Disponível em: https://dictionary.cambridge.org/pt/dicionario/ingles/oedipus-complex (Acedido: 6 de Julho de 2020).
4. Ane Carine Meurer et al. (2005) PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO II 2o Semestre.
5. Daniela Viola e Ângela Vorcaro (2013) Latência, Adolescencia e Saber, Estilos Clin. Vol.18, Nº.3, pp 461-476. Disponivel em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S1415-71282013000300002&lng=pt&nrm=iso (Acedido: 7 de Julho de 2020)

autor: Bolas de Sabão

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