Se aguarda a chegada de um filho, está a viver um período mágico e cheio de descobertas: algumas simples, outras mais complicadas que exigem atenção e informação. E a pré-eclâmpsia na gravidez é uma dessas condições que merece ser compreendida para que possa viver esta fase de forma mais segura, tranquila e confiante.

 

O que é a pré-eclâmpsia na gravidez?

A pré-eclâmpsia é uma complicação que se pode manifestar durante a gravidez, sobretudo devido à pressão arterial elevada (hipertensão) associada à presença de proteínas na urina.

De situações mais leves a quadros mais graves que podem atingir órgãos como o fígado, rins e até cérebro, a pré-eclâmpsia na gravidez manifesta-se de formas diferentes, atingindo cerca de 6% a 10% das gravidezes, e sendo ainda uma das principais causas de mortalidade pré-natal a nível global. Por isso, convém conhecer as causas e fatores de risco da pré-eclâmpsia na gravidez, bem como os cuidados de prevenção e tratamentos adequados para proteger tanto a mãe como o bebé.

 

Causas e fatores de risco da pré-eclâmpsia na gravidez

Embora não exista um motivo único para o surgimento da pré-eclâmpsia na gravidez, existem causas e fatores de risco que podem aumentar a probabilidade de apresentar este quadro clínico, nomeadamente:

  • Fatores genéticos e/ou histórico pessoal ou familiar de pré-eclâmpsia.
  • Alterações no desenvolvimento dos vasos sanguíneos da placenta.
  • Disfunção do sistema imunitário.
  • Inflamação ou problemas vasculares prévios.
  • Primeira gravidez ou gravidez múltipla.
  • Intervalo superior a 10 anos entre gravidezes.
  • Idade da mãe inferior a 20 anos ou superior a 40 anos.
  • Doenças autoimunes como lúpus ou síndrome antifosfolipídica.
  • Obesidade, diabetes, hipertensão arterial (já existente ou com história familiar de hipertensão arterial) ou doença renal prévia.
  • Medicamentos
  • Sem causa evidente ou idiopática

Sintomas e sinais de alerta da pré-eclâmpsia na gravidez

Pode começar de forma discreta? Pode, mas ainda assim a pré-eclâmpsia na gravidez raramente passa sem apresentar sinais de alerta, nomeadamente:

  • Dores de cabeça fortes e persistentes, não localizadas.
  • Alterações na visão, como visão turva, sensibilidade à luz e até perda temporária de visão.
  • Inchaço no rosto, mãos ou tornozelos.
  • Aumento rápido e inesperado de peso.
  • Dor intensa na zona superior do abdómen.
  • Náuseas e vómitos incomuns no final da gravidez.
  • Diminuição da quantidade de urina.
  • Falta de ar.

 

Riscos e complicações para a mãe e para o bebé

Apesar de ser possível controlar a pré-eclâmpsia na gravidez quando identificada a tempo, é importante conhecer os riscos para a saúde da mãe e do bebé:

  • Parto prematuro.
  • Restrição do crescimento fetal.
  • Descolamento prematuro da placenta.
  • Insuficiência renal ou hepática na mãe.
  • Eclâmpsia (convulsões). Pré-eclâmpsia que se transforma em eclâmpsia, devido frequentemente a medicamentos para a hipertensão arterial, como os diuréticos.
  • Síndrome HELLP.
  • Necessidade de indução do parto ou cesariana urgente.
Como prevenir a pré-eclâmpsia na gravidez?

Como prevenir a pré-eclâmpsia na gravidez? Conheça os cuidados essenciais!

A boa notícia? Bastam alguns cuidados para reduzir significativamente o risco de pré-eclâmpsia na gravidez, entre eles:

  • Realizar consultas de vigilância pré-natal com regularidade.
  • Praticar exercício físico adequado e sob orientação médica.
  • Manter uma alimentação equilibrada e diversificada.
  • Evitar sal em excesso.
  • Beber água ao longo do dia.
  • Controlar o peso antes e durante a gravidez.
  • Não tomar medicamentos sem prescrição médica.

Como tratar e acompanhar a pré-eclâmpsia na gravidez? Conheça a abordagem médica!

Apesar de todos os cuidados, suspeita de pré-eclâmpsia na gravidez? Agende já uma consulta com o seu médico para que se possa realizar um diagnóstico, seja através de medição da pressão arterial, análise da urina e/ou exames laboratoriais que avaliem rins, fígado e plaquetas. Se os resultados indicarem pré-eclâmpsia, mantenha a calma! Não há propriamente um tratamento para a pré-eclâmpsia na gravidez, mas existem várias abordagens médicas para controlar esta situação, nomeadamente:

  • Monitorização frequente da mãe e do bebé.
  • Controlo rigoroso da pressão arterial.
  • Repouso ou internamento, consoante a gravidade da pré-eclâmpsia na gravidez.
  • Medicação específica para proteger o desenvolvimento fetal em caso de parto prematuro.
  • Indução do parto ou cesariana quando a saúde da mãe ou do bebé estiver em risco.

Lembre-se que em muitas situações de pré-eclâmpsia na gravidez, o “tratamento” definitivo é o parto, pelo que deve ser cuidadosamente avaliado e acompanhado por médicos especialistas.

 

FAQs sobre pré-eclâmpsia na gravidez

Ficou com dúvidas acerca da pré-eclâmpsia na gravidez? Leia as respostas às perguntas mais frequentes dos nossos leitores! 


Quando costuma surgir a pré-eclâmpsia na gravidez?

Normalmente, depois das 20 semanas de gestação.


Quais são os primeiros sinais de pré-eclâmpsia na gravidez?

Dor de cabeça persistente e alterações na visão.


As mulheres grávidas costumam ter pré-eclâmpsia?

Em Portugal, em 2% das gravidezes há pré-eclampsia.


Qual é a diferença entre hipertensão gestacional e pré-eclâmpsia?

A hipertensão gestacional é o aumento da pressão arterial, mas não afeta órgãos, ao passo que a pré-eclâmpsia na gravidez é uma condição mais grave que pode afetar órgãos e por isso requer uma monitorização mais intensiva.


Qual é a diferença entre pré-eclâmpsia e eclâmpsia?

A eclâmpsia é a forma mais grave de pré-eclâmpsia na gravidez e manifesta-se através de convulsões, para além dos sintomas da pré-eclâmpsia.


A pré-eclâmpsia pode ser prevenida?

Não pode ser totalmente prevenida, mas o risco pode ser reduzido com cuidados adequados.


E se a pré-eclâmpsia na gravidez não for tratada?

Pode causar complicações graves para a mãe e bebé, como convulsões (eclâmpsia), síndrome HELLP, falência de órgãos, descolamento prematuro da placenta, parto prematuro e até mesmo morte. 


E depois do parto? A pré-eclâmpsia mantém-se?

Geralmente, depois do parto a pressão arterial estabiliza, mas em alguns casos pode persistir ou desenvolver-se após o parto (pré-eclâmpsia pós-parto), pelo que requer vigilância médica. Algumas vezes permanece apenas a hipertensão arterial ou são mulheres que a evidenciarão mais tarde.


Há possibilidade de recorrências em futuras gravidezes?

Sim, sobretudo em mulheres com fatores de risco, mas o risco de ter pré-eclâmpsia na segunda gravidez é muito mais baixo do que na primeira gravidez.


Posso ter uma gravidez saudável depois de uma pré-eclâmpsia?

Com acompanhamento médico reforçado, pode!


A pré-eclâmpsia na gravidez pode ser assustadora, mas se estiver atenta aos sinais que o seu corpo emite e apostar em consultas de vigilância regulares, consegue esperar pelo seu filho com serenidade, confiança e segurança. E já agora, se quiser continuar a aprender a cuidar de si e do seu futuro bebé, descubra mais conteúdos sobre saúde e bem-estar na gravidez no blog Bolas de Sabão!

autor: Bolas de Sabão

Saiba mais sobre:

Acompanhe todas as novidades! Subscreva a nossa newsletter

Subscrever Newsletter